Paixão de Luto e Sangue

Capítulo 9 — O Jogo de Gato e Rato e a Verdade Revelada

por Eduardo Silva

Capítulo 9 — O Jogo de Gato e Rato e a Verdade Revelada

A fuga do porto deixou um rastro de perigo e incerteza. Miguel, apesar do ferimento no ombro, estava determinado a não deixar Marco escapar. Sofia, por sua vez, sentia a necessidade de vingar seu pai e proteger aqueles que amava, mesmo que esse amor fosse uma corrente perigosa que a prendia a Miguel. A noite no porto foi um divisor de águas, transformando o jogo de gato e rato em uma perseguição implacável.

“Marco deve estar se preparando para fugir do país”, Miguel disse, a voz um pouco rouca pela dor, enquanto eles se escondiam em um apartamento seguro que ele havia preparado. O apartamento era simples, funcional, desprovido do luxo que Sofia estava acostumada, mas era um refúgio necessário. Sofia o observava cuidar do ferimento, a preocupação em seus olhos era palpável.

“Ele tem contatos em todo lugar. Passaportes falsos, rotas de fuga. Não será fácil pegá-lo”, Sofia respondeu, a testa franzida em preocupação. Ela o ajudava com os curativos, seus dedos roçando sua pele, criando uma eletricidade sutil, mas presente.

“Ele cometeu um erro”, Miguel disse, com um brilho nos olhos. “Ele acreditou que podia me eliminar. E agora, ele subestimou a sua capacidade de lutar. E a minha de me recuperar.”

Ele a puxou para perto, o olhar intenso fixo no dela. “Precisamos voltar para a empresa. Marco deve ter deixado rastros lá. Documentos, informações financeiras. Algo que possamos usar para expô-lo.”

Sofia assentiu, a determinação renovada. Ela sabia que a empresa era o campo de batalha onde a luta contra Marco precisava acontecer.

A volta à empresa foi um ato de coragem. Sofia entrou em seu antigo escritório, agora impregnado pela sombra da traição. A cada objeto, a cada foto, ela se lembrava do pai, e a raiva e a determinação se intensificavam. Miguel, com um braço em tipoia, a acompanhava de perto, seus olhos observando cada detalhe, como um guardião silencioso.

Eles passaram dias vasculhando documentos, analisando planilhas financeiras e investigando e-mails. A cada descoberta, a teia de Marco se tornava mais clara. Ele não apenas desviava fundos da empresa, mas também a utilizava como fachada para lavar dinheiro do tráfico e do contrabando.

“Aqui está”, Sofia exclamou, os olhos brilhando ao encontrar um pen drive escondido em uma gaveta falsa na mesa do pai. “Meu pai desconfiava de Marco. Ele estava investigando. E gravou tudo.”

No pen drive, encontraram gravações de conversas de Marco com seus cúmplices, confissões sobre os assassinatos e as transações ilícitas. Havia também evidências da sua ligação com o assassinato do pai de Sofia, revelando que Marco havia orquestrado o crime para assumir o controle da empresa e do império.

A verdade, quando finalmente se revelou, era mais chocante e dolorosa do que Sofia jamais imaginara. Marco não era apenas um traidor, mas um assassino frio e calculista. A revelação a atingiu com força, fazendo-a cambalear. Miguel a segurou, oferecendo o apoio que ela precisava para não desmoronar.

“Ele… ele matou meu pai”, Sofia sussurrou, as lágrimas rolando pelo rosto. A dor era excruciante, mas misturada a uma raiva pura e incandescente.

“Eu sei, Sofia”, Miguel disse, abraçando-a. “Mas agora temos a prova. Agora podemos acabar com ele.”

Com as gravações em mãos, Sofia e Miguel planejaram a armadilha final. Eles usariam as informações para atrair Marco para um confronto onde ele seria desmascarado e preso. A polícia, alertada por Miguel através de um contato confiável, estaria pronta para agir.

A isca seria uma reunião de negócios falsa, organizada por Sofia, onde ela supostamente apresentaria a Marco um plano para expandir seus negócios ilícitos. Marco, confiante em sua astúcia e na falta de provas concretas contra ele, não hesitaria em aceitar.

O local escolhido foi um antigo galpão abandonado nos arredores da cidade, um lugar que pertencia à empresa de Sofia, mas que estava fora de uso há anos. Era isolado, perfeito para um confronto final.

Na noite marcada, a tensão era palpável. Sofia estava vestida com um elegante vestido preto, a arma escondida sob o tecido. Miguel, apesar do ferimento, estava ao seu lado, um olhar de determinação em seus olhos. A polícia já estava posicionada, esperando o momento certo.

Marco chegou, confiante, um sorriso arrogante no rosto. Ele não imaginava que estava prestes a cair em sua própria armadilha. Sofia o cumprimentou com uma frieza calculada, fingindo estar ansiosa para discutir os novos negócios.

“Você tem tudo o que eu pedi?”, Marco perguntou, o olhar penetrante.

“Tenho algo muito melhor”, Sofia respondeu, um sorriso sombrio nos lábios. Ela ativou o gravador de voz em seu celular, que estava conectado a um sistema de transmissão para a polícia.

Marco percebeu a mudança no tom de Sofia. Seu sorriso desapareceu, substituído por uma expressão de desconfiança. “O que você quer dizer com isso?”

“Quero dizer que eu sei de tudo, Marco”, Sofia disse, sua voz firme. “Eu sei que você matou meu pai. Eu sei de todos os seus negócios sujos. E agora, eu tenho as provas.”

Marco tentou agir com calma, mas o pânico começava a transparecer em seus olhos. “Você está louca, Sofia. Não tem prova nenhuma.”

“Não é o que eu acho”, Sofia disse, e ela pressionou um botão em seu bracelete, ativando a reprodução das gravações de Marco. A voz dele, fria e calculista, ecoou pelo galpão, confessando seus crimes.

Marco ficou pálido. Ele tentou correr, mas era tarde demais. A polícia invadiu o galpão, cercando-o.

“Marco Silva, você está preso por assassinato, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro”, um dos policiais anunciou.

Marco tentou resistir, mas foi dominado. Enquanto era levado, ele olhou para Sofia, um ódio puro em seus olhos.

“Isso não acabou, Sofia”, ele rosnou.

Sofia o observou ser levado, uma mistura de alívio e tristeza em seu peito. A vingança havia sido servida, mas a dor da perda de seu pai e a complexidade de seus sentimentos por Miguel permaneceram.

Miguel se aproximou dela, o olhar cheio de admiração e afeto. Ele a abraçou com cuidado, respeitando seu ferimento.

“Acabou, Sofia”, ele disse. “Seu pai descansará em paz agora.”

Sofia encostou a cabeça no peito dele, sentindo o calor de seu corpo. A verdade revelada havia sido dolorosa, mas libertadora. E a jornada com Miguel, por mais perigosa que fosse, havia criado um laço inquebrável entre eles. O jogo de gato e rato havia terminado, mas a história deles estava apenas começando.

Compartilhar este capítulo:

เว็บไซต์นี้ใช้คุกกี้

เราใช้คุกกี้เพื่อปรับปรุงประสบการณ์การอ่านนิยายของคุณ วิเคราะห์การเข้าชม และแสดงโฆษณาที่เกี่ยวข้อง รายได้จากโฆษณาช่วยให้เราให้บริการอ่านนิยายฟรีต่อไปได้ อ่านรายละเอียดเพิ่มเติมที่ นโยบายความเป็นส่วนตัว

ตะกร้า eBook

ตะกร้าว่างเปล่า

เพิ่ม eBook ลงตะกร้าเพื่อรับส่วนลดพิเศษ

ส่วนลด Bundle

ซื้อ 3-4 เล่มลด 10%
ซื้อ 5-9 เล่มลด 15%
ซื้อ 10+ เล่มลด 20%