Um Amor no Asfalto Quente

Capítulo 6

por Rodrigo Azevedo

Absolutamente! Prepare-se para a continuação de "Um Amor no Asfalto Quente", onde as chamas da paixão se misturam ao perigo iminente. Rodrigo Azevedo traz a você mais cinco capítulos de tirar o fôlego:

Capítulo 6 — O Fio da Navalha e o Sussurro Proibido

O sol escaldante do Rio de Janeiro beijava as montanhas do Leme, mas para Isabella, o calor parecia emanar apenas de seu próprio corpo, um fogo interno que a consumia desde o encontro com Dante. Ela estava em seu apartamento, um refúgio de paz que, nas últimas semanas, se transformara em um palco de conflitos internos. O cheiro de café fresco pairava no ar, uma tentativa fútil de afastar a melancolia que a envolvia. Em suas mãos, uma carta. Uma carta que ela relia pela décima vez, cada palavra gravada em sua alma como uma tatuagem invisível. Era de sua mãe, escrita anos atrás, pouco antes de desaparecer sem deixar rastros.

“Minha querida Isabella,” a caligrafia elegante e ligeiramente trêmula dizia. “Se um dia você ler isto, saiba que o amor que sinto por você é a única verdade que me restou. Há perigos que se escondem nas sombras mais brilhantes. Não confie nos sorrisos fáceis, nem nas promessas sussurradas ao vento. Busque a verdade, mesmo que ela doa. E lembre-se sempre: o coração, por mais ferido que esteja, sempre encontra um caminho de volta para a luz.”

A luz, no entanto, parecia cada vez mais distante. O brilho nos olhos de Dante, a força em seu abraço, o perigo que emanava dele… tudo isso a atraía e a assustava na mesma medida. Ela sabia, com uma certeza aterradora, que ele pertencia a um mundo que ela deveria evitar a todo custo. Um mundo de sombras, de poder implacável, de leis próprias. Mas, oh, como era difícil fugir quando cada fibra do seu ser clamava por ele.

Naquela manhã, um carro preto, luxuoso e imponente, parou em frente ao prédio de Isabella. O motorista, com um terno impecável e um olhar que não revelava nada, esperou pacientemente. Isabella observava da janela do quarto, o coração disparado. Ela sabia quem era. Dante. Ele sempre a encontrava, como se tivesse um radar para sua alma.

Hesitou por um longo momento. A carta de sua mãe ecoava em sua mente. Não confie nos sorrisos fáceis, nem nas promessas sussurradas ao vento. Dante era perigoso, ela sentia isso. Mas ele também era o único que conseguia despertar nela uma paixão que a fazia sentir viva. Viva de uma forma que a vida pacata que levara até então jamais permitira.

Respirou fundo, reunindo coragem. Desceu as escadas com passos firmes, decidida a enfrentar o que quer que fosse. A porta do carro se abriu suavemente. Dante estava lá dentro, os olhos escuros fixos nela. Ele usava um terno cinza escuro, que realçava a imponência de sua figura. Um leve sorriso brincava em seus lábios, um sorriso que ela sabia ser capaz de desarmar qualquer um.

“Bom dia, Isabella,” disse ele, a voz grave e melodiosa. “Vejo que a manhã a pegou de surpresa.”

“Dante,” ela respondeu, tentando manter a voz firme. “O que faz aqui?”

Ele deu um tapinha no assento ao seu lado. “Suba. Precisamos conversar. E por favor, não me diga que está ocupada. Tenho a sensação de que a única coisa que você tem feito ultimamente é me esperar.”

Ela hesitou, lançando um olhar para o prédio, como se procurasse alguma permissão para se entregar àquele momento. A carta de sua mãe parecia gritar em sua bolsa. Mas algo nos olhos de Dante, uma promessa velada, uma vulnerabilidade que ele raramente exibia, a convenceu. Ela abriu a porta e se sentou ao seu lado.

O carro partiu, deslizando pela cidade como um predador silencioso. Dante dirigia com maestria, a paisagem urbana passando como um borrão. O silêncio entre eles era carregado de eletricidade. Isabella sentia o calor do corpo dele perto do seu, um convite perigoso.

“Você está diferente, Isabella,” Dante disse, quebrando o silêncio. Seus olhos encontraram os dela por um breve instante no retrovisor. “Mais forte. Mais… determinada.”

“Talvez eu esteja apenas cansada de ser uma boneca de porcelana, Dante,” ela respondeu, um fio de sarcasmo em sua voz. “Cansada de viver em uma gaiola dourada, esperando que a vida aconteça.”

Ele sorriu, um sorriso genuíno que iluminou seus traços. “E eu te ofereço o mundo lá fora. Um mundo que você nem imagina que existe.”

“Um mundo que me assusta,” ela confessou, a voz embargada pela sinceridade. “Um mundo onde as regras são diferentes. Onde o perigo é constante.”

Dante lançou um olhar sério para a estrada. “Perigo existe em todos os lugares, Isabella. A questão é como você escolhe enfrentá-lo. Eu o enfrento de frente. E não deixo que nada nem ninguém se interponha no meu caminho.”

“E eu me interponho, não é?” ela perguntou, a apreensão crescendo. Ela sabia a resposta.

Ele parou o carro em uma rua tranquila, com vista para o mar. A brisa salgada entrava pelas janelas abertas. Ele se virou para ela, seus olhos escuros transmitindo uma intensidade avassaladora.

“Você não se interpõe, Isabella,” ele disse, a voz mais suave agora, quase um sussurro. “Você se tornou… o meu caminho.”

Aquelas palavras a atingiram como um raio. O coração de Isabella disparou. Ela sabia que estava brincando com fogo, que estava se aproximando de algo que poderia destruí-la. Mas a atração era inegável, poderosa, quase sobrenatural. Ela se sentiu presa em seu olhar, incapaz de desviar.

“Dante,” ela começou, a voz trêmula. “Eu não posso… Isso é loucura.”

Ele estendeu a mão, os dedos roçando o rosto dela com uma ternura inesperada. A pele de Isabella arrepiou-se ao toque.

“Loucura é negar o que sentimos, Isabella,” ele disse, os olhos fixos nos dela. “O que você sente por mim não é algo que se possa ignorar. Eu sinto isso em você. Sinto a sua luta, a sua atração… e a sua vontade de se entregar.”

As palavras dele eram um feitiço. A carta de sua mãe parecia um eco distante, abafado pelo som do mar e pela batida acelerada de seu próprio coração. Ela fechou os olhos por um instante, a batalha interna em seu clímax. E então, com uma coragem que ela não sabia possuir, abriu os olhos e olhou para ele.

“E o que você quer de mim, Dante?” ela perguntou, a voz um sussurro rouco.

Ele se aproximou, o rosto a centímetros do dela. O perfume amadeirado dele a envolveu, um aroma que ela começava a associar à perdição e ao êxtase.

“Quero tudo, Isabella,” ele respondeu, a voz carregada de desejo. “Quero o seu corpo, a sua alma… quero o seu amor. E não vou descansar até te ter.”

O mundo de Isabella girou. Naquele momento, parada no fio da navalha entre o medo e o desejo, ela sabia que sua vida nunca mais seria a mesma. A promessa de Dante, perigosa e sedutora, ecoava em seu coração, um sussurro proibido que ela, contra toda a razão, estava disposta a ouvir. O asfalto quente parecia chamá-la para um destino incerto, um destino que ela começava a aceitar, mesmo que isso significasse se perder para encontrá-lo.

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