Cap. 11 / 25

A Sombra do Poder

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 do romance "A Sombra do Poder", no estilo solicitado:

por Mateus Cardoso

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 do romance "A Sombra do Poder", no estilo solicitado:

A Sombra do Poder Romance: Mafia Crime Romance Autor: Mateus Cardoso

Capítulo 11 — O Beijo Roubado e o Juramento Silencioso

O ar no sótão era pesado, carregado com o cheiro de pó, de história e, mais recentemente, do suor e do medo que emanavam de Sofia. As tábuas do assoalho rangiam sob seus pés descalços, cada passo um eco em meio ao silêncio tenso. Do lado de fora, a chuva de novembro tamborilava contra as telhas, um ritmo melancólico que parecia ecoar a tempestade que se formava dentro dela. Ela olhou para ele, para Marco, de pé ali, a silhueta escura contra a pouca luz que se infiltrava pelas frestas das janelas empoeiradas. Seus olhos, tão escuros quanto a noite lá fora, a fitavam com uma intensidade que a desarmava, que a incendiava e a aterrorizava ao mesmo tempo.

"Você não pode fazer isso, Marco", ela sussurrou, a voz trêmula. Cada palavra era um grito contido contra a inevitabilidade que se aproximava. O pacto que ele propusera, o jogo perigoso que ele a convidava a participar, era um abismo, e ela não sabia se tinha forças para pular, nem se ele a deixaria sair.

Ele deu um passo à frente, o som de suas botas pesadas no assoalho a única perturbação na quietude. "Sofia, você sabe que não tenho escolha. Eles nos cercaram. Se eu não me curvar, eles nos destruirão. A mim, a você, a todos que se importam." Sua voz era baixa, rouca, mas carregada de uma autoridade inquestionável. Ele era um predador, acostumado a ditar as regras, a caçar e a vencer. E agora, ele estava sendo caçado.

Ela apertou os dedos em punho, as unhas cravando na palma da mão. A pele sensível protestava, mas a dor física era um alívio comparada à dor em sua alma. "E você acha que essa aliança com ele... com o Don... vai resolver alguma coisa? Ele é pior do que eles! Ele é a própria escuridão que você diz querer combater!" As lágrimas começaram a rolar por seu rosto, quentes e salgadas, um véu de angústia sobre sua visão.

Marco a alcançou, seus dedos frios e fortes tocando seu queixo, forçando-a a olhá-lo nos olhos. O contato foi elétrico, um choque que percorreu todo o seu corpo. Ela não conseguia desviar o olhar, presa em seu magnetismo, em sua promessa de proteção e destruição. "Eu não tenho outra opção, Sofia. É o mal menor. É uma aposta. Uma aposta que preciso vencer." Sua voz era um murmúrio íntimo, roçando seus lábios.

"E eu? Onde eu me encaixo nessa sua aposta, Marco? Você me joga no tabuleiro como uma peça qualquer?" A dor em sua voz era palpável, uma acusação silenciosa. Ela sabia que ele a amava, ou algo que se parecia muito com amor em seu mundo sombrio e perigoso. Mas o amor, naquele contexto, parecia ser apenas mais uma arma, mais uma moeda de troca.

Ele a puxou para perto, o corpo dele forte e quente contra o dela. O cheiro dele, uma mistura de couro, pólvora e algo selvagem, a envolveu. Ela tentou se afastar, mas os braços dele a prenderam em um abraço firme, quase possessivo. "Você não é uma peça, Sofia. Você é... você é o motivo."

O coração dela disparou, um tambor frenético em seu peito. O motivo? O que ela era o motivo? Seria o sacrifício dele? A fraqueza dele? Ou... a força dele?

"Eu não entendo", ela murmurou contra o tecido áspero de sua camisa.

Ele a afastou um pouco, apenas o suficiente para poder olhar em seu rosto novamente. A chuva batia com mais força, e um raio iluminou o sótão por um instante, revelando a intensidade febril em seus olhos. "Eu faço isso por você. Para te manter segura. Para que você possa ter um futuro longe disso tudo. Eu... eu não posso te perder, Sofia."

As palavras dele, tão sinceras, tão desesperadas, a atingiram como uma flecha. Era isso. Ele estava disposto a se vender para o inferno por ela. E ela, que tanto lutava contra essa escuridão, sentiu uma parte dela ceder, um nó de resistência se desfazer. Ela sabia que era um erro. Um erro monumental. Mas naquele momento, o amor que irradiava dele, a ânsia em seus olhos, era tudo o que ela podia sentir.

Ele abaixou a cabeça lentamente, seus olhos fixos nos dela. Sofia fechou os olhos, o coração batendo descompassado. Ela podia sentir a respiração dele em sua pele, o calor que emanava dele. E então, seus lábios se encontraram.

Não foi um beijo suave, gentil. Foi um beijo faminto, desesperado, cheio de dor, de desejo, de tudo o que eles estavam passando. Um beijo de despedida e de promessa, de rendição e de luta. Marco a beijou como se estivesse roubando dela o último suspiro de vida, como se quisesse gravar em sua alma o gosto dela para sempre. Sofia se entregou, os braços em volta do pescoço dele, os lábios respondendo com a mesma urgência. Era um beijo proibido, um beijo de perigo, mas naquele momento, era tudo o que eles tinham.

Quando o beijo terminou, eles ficaram ali, abraçados, a respiração ofegante de ambos se misturando ao som da chuva. Sofia encostou a testa no peito dele, sentindo o batimento acelerado de seu coração. Ela sabia que havia cruzado uma linha, que havia se entregado a algo perigoso. Mas ela também sabia que não poderia mais lutar contra o que sentia por ele.

Marco a apertou com mais força. "Eu te protegerei, Sofia. De tudo e de todos. Custe o que custar." A promessa soou em seu peito, um juramento silencioso, tão profundo quanto o amor que os unia. Ele a amava o suficiente para mergulhar na escuridão mais profunda, e ela, naquele momento, o amava o suficiente para segui-lo.

Ele a soltou com relutância, seus olhos escuros varrendo seu rosto. "Agora, vamos. Temos que nos preparar. A noite vai ser longa."

Sofia assentiu, ainda tonta com o beijo, com as palavras dele. Ela sabia que o caminho à frente seria árduo, repleto de perigos e de escolhas difíceis. Mas agora, ela não estava mais sozinha. Ela tinha Marco ao seu lado, e ele tinha ela. E naquele mundo de sombras, o amor deles, por mais perigoso que fosse, era a única luz que os guiava.

Enquanto desciam as escadas empoeiradas, o som da chuva parecia diminuir, como se o próprio céu estivesse prendendo a respiração. A decisão estava tomada. O pacto, selado com um beijo roubado e um juramento silencioso. O jogo de Marco, agora, se tornava o jogo deles. E as regras, a partir dali, seriam escritas com sangue e paixão, na sombra do poder que os cercava.

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