Vício em Teu Beijo

Capítulo 12 — O Preço da Desconfiança e o Calor de um Encontro Proibido

por Mateus Cardoso

Capítulo 12 — O Preço da Desconfiança e o Calor de um Encontro Proibido

O apartamento de Isabella, antes um refúgio de luxo e elegância, agora parecia um ninho de cobras. O diário de Marco, aberto sobre a mesa de centro, era um testemunho silencioso da traição que os cercava. Cada palavra escrita ali era um golpe no estômago, uma confirmação dos piores medos. Isabella sentia o peso da responsabilidade cair sobre seus ombros. Marco havia confiado nela, e agora, cabia a ela honrar sua memória.

Rafael observava-a, a angústia refletida em seus olhos. Ele sabia o quão difícil era para ela lidar com a verdade, especialmente quando ela envolvia sua própria família. A proximidade de Isabella, a fragilidade que ela tentava esconder, tornava seu desejo por ela ainda mais intenso. Mas ele também sabia que a desconfiança era uma arma poderosa nas mãos de Ricardo.

"Não podemos ficar aqui", Rafael disse, sua voz firme, mas com um toque de preocupação. "Ricardo sabe que você está com o diário. Ele vai vir atrás de você."

Isabella assentiu, os olhos marejados, mas a determinação inabalável. "Eu sei. Mas para onde vamos? Ricardo tem olhos e ouvidos em todos os lugares."

"Tenho um lugar seguro", Rafael respondeu. "Um refúgio que poucos conhecem. Mas antes, precisamos ter certeza de que não estamos sendo seguidos."

Eles saíram do apartamento com o cuidado de quem pisa em ovos. Cada sombra, cada carro estacionado, cada rosto desconhecido parecia uma ameaça em potencial. A cidade, que antes parecia um playground de luxo, agora se transformava em um labirinto de perigos. Rafael, com seus instintos aguçados pela experiência, guiava Isabella pelas ruas menos movimentadas, seus sentidos em alerta máximo.

Enquanto se afastavam, uma figura solitária os observava de um beco escuro. Era um homem com um rosto marcado e olhos frios como gelo. Um dos homens de Ricardo. Ele observou o carro de Rafael desaparecer na distância e, com um sorriso cruel, pegou o rádio. "Eles se moveram. Rumo ao centro antigo."

Rafael a levou para um antigo armazém, escondido em uma área industrial abandonada. O lugar cheirava a mofo e poeira, mas era seguro. As paredes grossas e a falta de janelas o tornavam um refúgio impenetrável. Lá dentro, a tensão começou a diminuir, substituída por um cansaço profundo.

"Aqui é onde você se esconde?", Isabella perguntou, olhando ao redor com uma mistura de espanto e desconfiança.

"É onde me sinto seguro", Rafael respondeu, seus olhos fixos nela. "Onde posso ser eu mesmo, longe dos holofotes e das mentiras."

Ele se aproximou dela, o desejo contido em seus gestos. A fragilidade de Isabella, a forma como seus olhos escuros brilhavam com uma mistura de dor e coragem, o atraía irresistivelmente. Ele tocou seu rosto com a ponta dos dedos, sentindo a pele macia e a pulsação acelerada.

"Isabella", ele sussurrou, sua voz rouca de emoção. "Eu sei que é difícil. Mas você não está sozinha. Eu estou aqui."

Ela ergueu o olhar para ele, buscando conforto em seus olhos. O toque dele era um bálsamo para sua alma ferida. A dor pela perda de Marco era avassaladora, mas o amor que sentia por Rafael, proibido e perigoso, era uma força que a impulsionava a seguir em frente.

"Eu sinto tanto a falta dele, Rafael", ela disse, as lágrimas finalmente rolando por seu rosto. "Ele era tudo para mim. E agora ele se foi."

Rafael a abraçou forte, sentindo o corpo dela tremer em seus braços. Ele a segurou, oferecendo o conforto que ela precisava, o calor que ela buscava. "Eu sei", ele sussurrou contra seus cabelos. "Mas ele estaria orgulhoso de você. Ele veria a força que você tem."

O abraço se intensificou, a proximidade deles tornando-se quase insuportável. Os corpos se roçavam, a eletricidade percorrendo a pele. O desejo que ardiam neles há tanto tempo ameaçava explodir. Rafael afastou-se um pouco, seus olhos fixos nos dela, a pergunta silenciosa em seu olhar. Isabella não hesitou. Ela o puxou para si, seus lábios encontrando os dele em um beijo desesperado, faminto.

O beijo era tudo o que eles precisavam. Um refúgio da dor, da traição, do perigo. Um momento de pura paixão, de entrega. As mãos de Rafael exploravam o corpo dela, cada toque uma promessa, cada carícia um voto. Isabella respondeu com a mesma intensidade, suas mãos em seus cabelos, puxando-o para mais perto.

Enquanto isso, o homem de Ricardo se infiltrava na área. Ele era um profissional, acostumado a seguir seus alvos em locais inusitados. Ele sabia que Rafael tinha seus esconderijos, e estava determinado a encontrá-los. Ele observou o armazém, notando a ausência de luzes, a quietude. Uma oportunidade perfeita para se infiltrar.

De volta ao armazém, o beijo deles se aprofundou, o calor do momento consumindo-os. A realidade do perigo parecia distante, um eco fraco em comparação com a intensidade do que sentiam. As roupas foram desfeitas com urgência, os corpos se encontrando em uma dança de desejo e paixão. O prazer era avassalador, um escape temporário da dor e da escuridão.

No entanto, a desconfiança era uma sombra que pairava sobre eles. Isabella, mesmo em meio à paixão, sentia um leve receio. Rafael, apesar de sua entrega, mantinha uma vigilância constante. Era o preço de viver em um mundo onde a confiança era um luxo raro.

"Por que você confia em mim?", Isabella perguntou, sua voz rouca de desejo, mas com uma ponta de incerteza. "Eu sou filha de quem sou. Eu sou parte dessa família."

Rafael a beijou suavemente. "Eu confio no meu instinto. E meu instinto me diz que você é diferente. Que você é boa. E que você me ama." Ele afastou o cabelo do rosto dela, seus olhos fixos nos dela. "E eu te amo, Isabella. Mais do que qualquer coisa."

As palavras dele eram um bálsamo, uma promessa de um futuro que parecia inatingível. Isabella se entregou a ele, a dor e a desconfiança temporariamente esquecidas. Naquele momento, existiam apenas eles dois, o calor de seus corpos, a intensidade de seu amor.

Mas o perigo espreitava do lado de fora. O homem de Ricardo se aproximava furtivamente do armazém, sua arma em punho. Ele havia descoberto o refúgio de Rafael, e estava pronto para cumprir sua missão. A desconfiança que Rafael sentia não era infundada. A qualquer momento, a paz que eles haviam encontrado poderia ser destruída. A paixão que os unia poderia se tornar o palco para um novo confronto.

O momento de intimidade deles foi interrompido por um som sutil, um ruído quase inaudível. Rafael se afastou de Isabella, seu corpo tenso, seus sentidos em alerta máximo. "Fique aqui", ele ordenou, sua voz baixa e urgente.

Ele pegou uma arma escondida em um dos cantos do armazém e se moveu com a agilidade de um predador em direção à porta. A paixão havia dado lugar à adrenalina, ao instinto de sobrevivência. A desconfiança, que ele havia tentado afastar, agora se reafirmava. Eles não estavam seguros. E o preço da desconfiança, para quem quer que a sentisse, era sempre alto.

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