O Rei da Minha Noite

Capítulo 15 — Um Refúgio em Meio à Tempestade

por Rodrigo Azevedo

Capítulo 15 — Um Refúgio em Meio à Tempestade

A noite era um borrão de dor, medo e adrenalina. O impacto da queda, a dor aguda no braço, a visão aterrorizante da violência lá fora… Isabella sentia cada um desses elementos como se estivessem gravados em sua alma. Dante, com uma calma surpreendente em meio ao caos, a ajudou a se levantar, avaliando seus ferimentos. A janela do quarto, agora quebrada, permitia a entrada do ar frio da noite e dos ecos distantes da batalha.

"Você está bem?", ele perguntou, sua voz rouca, os olhos fixos nela com uma intensidade que a acalmava.

Ela assentiu, apesar da dor latejante. "Eu… eu o alertei, Dante. Eu vi ele vindo em sua direção."

Um sorriso torto surgiu nos lábios de Dante, misturado com alívio e uma admiração que a fez corar. "Você me salvou, Bella. Você é a minha heroína." Ele a abraçou com cuidado, evitando machucá-la. "Precisamos sair daqui. Agora."

Com uma eficiência fria e calculista, Dante guiou Isabella para fora da mansão, contornando a confusão que ainda reinava. Os homens de confiança dele já estavam tomando controle da situação, garantindo a segurança e a retirada. Ele a colocou em um carro discreto, um modelo comum que não chamava a atenção, e assumiu o volante.

Enquanto o carro se afastava rapidamente da mansão, Isabella olhava para trás, para o caos que deixavam para trás. As luzes piscantes das viaturas, o fumo que subia de um carro em chamas, a silhueta imponente da casa que se tornara seu refúgio e, agora, um campo de batalha. O medo ainda a percorria, mas havia algo mais: uma estranha sensação de pertencimento, de ter enfrentado o perigo ao lado dele.

"Onde estamos indo?", ela perguntou, a voz fraca.

"Para um lugar seguro. Um lugar onde você vai ficar até tudo isso se acalmar," ele respondeu, seu olhar fixo na estrada. "Eu não vou deixar você sozinha, Bella. Nunca mais."

A viagem foi feita em silêncio, pontuada apenas pelos soluços contidos de Isabella e o ronco constante do motor. Dante a levava para um lugar que ele chamava de "o refúgio", um apartamento discreto em um bairro tranquilo, longe de sua vida luxuosa e perigosa. Ao chegarem, ele a ajudou a descer do carro, mantendo-a próxima, como se quisesse protegê-la de tudo e de todos.

O apartamento era simples, mas aconchegante. Um lugar onde Dante podia desaparecer, onde ele podia ser apenas ele, sem a armadura do Rei da Noite. Ele a acomodou no sofá, trouxe um kit de primeiros socorros e limpou seus ferimentos com uma delicadeza surpreendente. A dor no braço era forte, mas a presença dele, a segurança em seu olhar, a força em suas mãos, eram um bálsamo para sua alma.

"Você precisa de um médico," ele disse, sua voz firme.

"Não. Eu estou bem. Apenas preciso de um pouco de descanso," ela respondeu, apertando sua mão. "E de você."

Ele se sentou ao lado dela, puxando-a para seu peito. O abraço era um porto seguro, um refúgio em meio à tempestade que ainda rugia lá fora. Ele a acariciou, sussurrando palavras de conforto, promessas de proteção.

"Você foi tão corajosa, meu amor," ele disse, sua voz embargada de emoção. "Você enfrentou o perigo por mim. E eu nunca vou esquecer isso."

"Eu fiz o que tinha que fazer," ela respondeu, sentindo uma onda de amor e gratidão inundá-la. "Porque eu amo você, Dante."

A confissão pairou no ar entre eles, tão pura e forte quanto o amor que os unia. Ele a beijou suavemente, um beijo que selou suas palavras, um beijo que era a promessa de um futuro, apesar de todas as incertezas.

Naquela noite, Isabella dormiu nos braços de Dante, no refúgio discreto, longe do perigo iminente. O som das sirenes, os ecos dos tiros, haviam sido substituídos pelo som suave da respiração dele, pela batida constante de seu coração contra o dela. A dor em seu braço era um lembrete do perigo que haviam enfrentado, mas também da força que haviam encontrado juntos.

No dia seguinte, enquanto o sol entrava timidamente pela janela, Dante contou a ela sobre os desdobramentos da noite anterior. O Sombra havia sido detido, mas a batalha estava longe de terminar. Ele sabia que a paz seria temporária, que a guerra pela sobrevivência e pela honra continuaria. Mas agora, ele não estava mais sozinho. Ele tinha Isabella.

"Você é a minha força, Bella," ele disse, segurando suas mãos com firmeza. "Você me dá motivos para lutar. Você me dá a esperança de um futuro melhor."

Isabella sorriu, sentindo o calor de seu amor envolvê-la. Ela sabia que o caminho à frente seria difícil, repleto de desafios e perigos. Mas ela também sabia que, ao lado de Dante, ela poderia enfrentar qualquer coisa. O Rei da sua Noite havia encontrado a sua luz, e juntos, eles estavam prontos para enfrentar a escuridão, transformando o medo em coragem, e a paixão em um amor inabalável. O refúgio que eles encontraram naquela noite não era apenas um lugar físico, mas a força que residia em seus corações, unidos pela promessa de um amanhã, por mais incerto que fosse.

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