Noite de Vinho e Veneno

Capítulo 14 — A Fúria do Dragão Adormecido

por Mateus Cardoso

Capítulo 14 — A Fúria do Dragão Adormecido

A noite em que Leonardo Rossi foi pego em flagrante foi um divisor de águas. A notícia se espalhou rapidamente pelos corredores sombrios do submundo, um alerta para aqueles que pensavam que poderiam brincar impunemente com a ordem e a justiça. Sofia sentiu um peso sair de seus ombros, mas a exaustão emocional a deixava frágil. A revelação da traição de Leonardo, alguém que ela considerava parte de sua família estendida, a abalou profundamente.

Marco, ao seu lado, era um rocha de força. Ele a abraçou, sentindo a tensão em seus ombros. "Acabou, Sofia. Ele não poderá mais te machucar."

"Mas ainda falta o principal, Marco", ela respondeu, a voz baixa. "A verdade sobre meu pai. A confirmação de que o Dr. Almeida foi o responsável."

"E nós vamos conseguir isso", Marco garantiu, o olhar firme. "Agora que Leonardo está fora do caminho, Almeida não terá mais seu protetor. Ele estará exposto. E nós vamos usá-lo para pegar o que falta."

Os dias seguintes foram dedicados a preparar o terreno para a queda final do Dr. Almeida. Com Leonardo preso, a polícia estava mais receptiva a ouvir as novas informações sobre o envolvimento do médico. Marco, com sua influência, garantiu que um promotor implacável e um detetive tenaz fossem designados para o caso.

Enquanto isso, Sofia e Marco se refugiaram em um apartamento discreto, longe dos olhos curiosos da cidade. Era um período de calmaria tensa, onde a proximidade deles se aprofundou. As conversas fluíam facilmente, os olhares se encontravam com uma compreensão mútua que ia além das palavras. A paixão que sempre existiu entre eles, antes sufocada por segredos e perigos, agora florescia em um ambiente de confiança recém-descoberta.

"Você tem sido incrível, Sofia", Marco disse uma noite, enquanto observavam as luzes da cidade cintilarem pela janela. "Eu sabia que você era forte, mas você superou todas as minhas expectativas."

Sofia sorriu, sentindo um rubor nas bochechas. "Eu não teria conseguido sem você, Marco. Você me mostrou que a verdade vale a pena ser lutada, não importa o quão perigosa seja."

Ele se virou para ela, seus olhos escuros refletindo a luz ambiente. "E você me mostrou que a paixão pode coexistir com a prudência. Que o amor pode ser uma força, não uma fraqueza." Ele segurou o rosto dela entre as mãos. "Eu te amo, Sofia."

As palavras pairaram no ar, carregadas de uma emoção que fez o coração de Sofia disparar. Ela sempre soube que o amava, mas ouvi-lo dizer era diferente. Era a confirmação de um sentimento que ela guardava em segredo por tanto tempo.

"Eu também te amo, Marco", ela sussurrou, a voz embargada.

O beijo que se seguiu foi um turbilhão de emoções, uma promessa de um futuro que eles finalmente poderiam construir juntos. Era um beijo que falava de paixão, de esperança, de um amor que havia sobrevivido à escuridão.

Enquanto isso, o Dr. Almeida, sentindo a teia se fechar ao seu redor, começou a entrar em pânico. Leonardo, seu protetor, estava fora de cena. A polícia, agora com novas evidências, estava se aproximando. Ele sabia que precisava agir, e agiu como sempre agia: com veneno e manipulação.

Ele contatou Sofia, com a voz calma e controlada, fingindo preocupação. "Sofia, meu querida, ouvi dizer que você está passando por momentos difíceis. Marco me falou. Queria te ver, te dar algum consolo."

Sofia hesitou. A ideia de vê-lo era repulsiva, mas Marco sussurrou em seu ouvido: "É a nossa chance. Deixe-o vir. Nós estaremos lá."

Sofia concordou, e eles marcaram um encontro em um café discreto. Quando o Dr. Almeida chegou, seu sorriso era falso, sua preocupação, fingida. Ele se sentou à mesa, seus olhos varrendo o local, procurando por qualquer sinal de perigo.

"Que bom que você veio, Dr. Almeida", Sofia disse, tentando manter a voz firme. "Eu realmente precisava falar com você."

"Claro, minha querida. Sempre que precisar", ele respondeu, pegando uma xícara de café.

Marco, escondido em um local estratégico com seus homens, observava tudo. Eles tinham um plano. Uma pequena câmera escondida na bolsa de Sofia capturava cada movimento e fala do médico. E um agente disfarçado estava presente no café, pronto para agir.

A conversa começou tensa. Sofia, com a ajuda de Marco por um pequeno comunicador, começou a questionar Almeida sobre os últimos dias de seu pai. Ela o pressionava sutilmente, plantando as sementes da dúvida e do medo.

"Lembro-me de como meu pai estava fraco nos últimos dias", Sofia disse, com um olhar penetrante. "Ele parecia... diferente. Como se algo estivesse corroendo-o por dentro."

Almeida tomou um gole de café, o rosto impassível. "Ele estava doente, Sofia. Tinha seus problemas de saúde."

"Mas o senhor era o médico dele", Sofia insistiu. "O senhor não notou nada incomum? Nenhuma alteração nos exames, nos seus batimentos cardíacos?"

O médico hesitou por um instante. Um leve tremor em sua mão ao pegar a xícara. "Os relatórios eram normais, Sofia. Confie em mim."

"Confiar em você?", Sofia riu, um som amargo. "Como posso confiar em alguém que mentiu para mim durante todo esse tempo? Alguém que me deixou acreditar que um homem inocente era o culpado?"

O rosto de Almeida se contraiu. A máscara de serenidade começava a rachar. "Eu não sei do que você está falando."

"Você sabe", Sofia disse, sua voz ganhando força. "Você sabe que não foi Falcone. Foi você. Você envenenou meu pai."

A acusação caiu como uma bomba. O café ao redor deles pareceu silenciar. O olhar de Almeida se tornou selvagem, uma fera encurralada.

"Isso é um absurdo!", ele sibilou, sua voz perdendo o controle. "Você está louca!"

"Louca?", Sofia repetiu, um sorriso frio nos lábios. "Ou apenas mais esperta do que você pensou. Eu sei sobre as dívidas, Dr. Almeida. Sei sobre Falcone. E sei que você o traiu. Você vendeu a vida do meu pai por dinheiro."

Nesse momento, o agente disfarçado se aproximou da mesa. "Com licença, Dr. Almeida. Precisamos que o senhor nos acompanhe."

Almeida olhou para o homem, depois para Sofia, o desespero tomando conta. Ele sabia que estava acabado. Em um ato de fúria cega, ele agarrou a xícara de café de Sofia e a arremessou contra a parede. O líquido escuro espirrou, como sangue.

"Vocês não vão me pegar!", ele gritou, tentando se levantar.

Mas o agente foi mais rápido. Com um movimento ágil, ele o imobilizou. Marco emergiu das sombras, seus olhos fixos em Almeida.

"Acabou, doutor", Marco disse, sua voz fria e implacável. "A fúria do dragão adormecido finalmente te alcançou."

Enquanto Almeida era levado, Sofia sentiu um misto de alívio e tristeza. A justiça estava sendo feita, mas a dor da perda e da traição ainda permanecia. Ela olhou para Marco, e em seus olhos, encontrou o refúgio que sempre procurou. A luta havia sido árdua, mas valera a pena. Eles haviam desvendado o veneno, e agora, juntos, poderiam começar a curar as feridas.

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