Alma Gêmea do Devorador

Capítulo 15 — O Sussurro da Sedução e o Preço da Eternidade

por Nathalia Campos

Capítulo 15 — O Sussurro da Sedução e o Preço da Eternidade

O retorno à realidade foi abrupto e chocante. De volta à agitação familiar do café, Clara sentiu o peso do mundo real pousar sobre seus ombros novamente. Mas agora, esse peso era diferente. Era um peso de responsabilidade, de conhecimento, de um amor que transcendia os limites do mortal. A conversa com Sofia, embora difícil, havia solidificado sua determinação. Elas estavam juntas nisso. Elias, o Devorador, o seu amor predestinado, a havia protegido, mas também a alertara. A teia dos Deuses Antigos se estendia por todos os lugares, e o perigo espreitava nas sombras, disfarçado de rostos amigos.

"Você tem certeza de que ele disse que a gente precisa ter cuidado com as pessoas que a gente confia?", Sofia perguntou, franzindo a testa enquanto mexia no açúcar do seu café. A normalidade do gesto contrastava com a magnitude da conversa que acabaram de ter.

"Sim. Ele foi bem claro. A ligação entre nós despertou muitas coisas, Sofia. Coisas que os Deuses Antigos queriam manter adormecidas. E eles têm agentes por toda parte." Clara sentiu um arrepio ao pensar nas palavras de Elias. Quem poderia ser? Quem estaria observando-as, esperando o momento certo para agir?

Sofia suspirou, a testa ainda mais franzida. "Isso é perturbador. Mas se Elias, o... o Devorador, está dizendo isso, é melhor a gente levar a sério." Ela olhou para Clara com uma intensidade renovada. "E você, Clara? Como você se sente? Você se lembra de tudo agora?"

Clara pensou nas visões que Elias lhe mostrara. As memórias fragmentadas de um passado distante, onde o amor entre eles era puro e vibrante, mas onde a escuridão também existia. "Eu me lembro de partes. De momentos. De um amor profundo. Mas a escuridão... a fome dele... isso me assusta. Mesmo sabendo que ele luta contra isso."

"Ele te ama, Clara. Isso é o que importa, não é? E ele jurou te proteger." Sofia tentou oferecer um consolo palpável.

"Ele jurou", Clara concordou, um sorriso fraco surgindo em seus lábios. "E eu acredito nele. Mas o preço da eternidade... o preço de estar com ele... pode ser alto." Ela sentiu a verdade dessas palavras ressoarem em sua alma.

Enquanto elas conversavam, um som suave, quase imperceptível, ecoou na mente de Clara. Um sussurro, carregado de sedução e promessa. Era Elias. Não sua voz mental poderosa do refúgio, mas um chamado mais sutil, mais íntimo.

“Clara... eu sinto sua presença. Sinto sua força. Venha até mim. Precisamos falar. Longe dos olhares curiosos.”

Era um convite, um convite que a atraía irresistivelmente. A preocupação de Elias sobre os agentes o levou a querer protegê-la, a afastá-la do perigo. Mas a necessidade de estar perto dele, de sentir a segurança de sua presença, era igualmente poderosa.

"Eu preciso ir", Clara disse de repente, levantando-se da mesa.

Sofia a olhou, surpresa. "Ir aonde? Agora?"

"Elias está me chamando. Ele quer que eu vá até ele. Longe daqui." Clara sentiu o puxão magnético, a urgência em sua voz mental. "Ele está preocupado que sejamos observadas."

Sofia assentiu, compreendendo. "Tudo bem. Mas tome cuidado. E se alguma coisa parecer errada, se você sentir perigo, me ligue. Na hora."

Clara prometeu, pegou sua bolsa e saiu do café, deixando para trás o aroma reconfortante e o olhar preocupado de sua amiga. Assim que pisou na rua, a névoa sutil que Elias havia usado para trazê-la antes começou a se formar ao seu redor, um véu protetor que a isolava do mundo exterior.

Ela sentiu-se sendo transportada, não mais por uma queda desorientadora, mas por um voo suave e guiado. A paisagem urbana se dissolveu, substituída por uma visão familiar, mas ainda mais real do que antes: o Santuário Proibido. As ruínas antigas, envoltas em uma aura mística, pareciam chamá-la.

Elias a esperava no centro do santuário, sua forma emanando um poder sereno, mas inegável. A armadura de sombras parecia ter se transformado em vestes fluidas, que cintilavam com a luz de estrelas distantes. Ele a esperava com um olhar de profunda afeição, mas também com uma sombra de preocupação em seus olhos de fogo.

"Você veio", ele disse, sua voz agora um murmúrio rouco, carregado de emoção. Ele estendeu a mão, e Clara a aceitou sem hesitação, sentindo o calor familiar que a envolvia.

"Você me chamou", ela respondeu, sentindo uma onda de alívio ao estar em sua presença. "E você me alertou. Precisamos nos proteger."

"Sim. E a melhor forma de nos protegermos é nos unirmos ainda mais. Fortalecer o nosso vínculo." Elias a puxou para perto, seu corpo exalando um calor que a confortava. "Eles estão vigiando. Sentindo a nossa conexão. Mas neste lugar, sob a proteção do meu poder, estamos seguros. Por enquanto."

Ele a beijou, um beijo que era tanto um reencontro quanto uma promessa. Era um beijo que falava de amor eterno, mas também do preço que esse amor cobraria. Elias, o Devorador, sabia que a eternidade tinha suas exigências.

"Clara", ele disse, a voz baixa e profunda. "Você compreende o que significa estar ligada a mim? A eternidade é um longo tempo. E haverá momentos em que a minha natureza... a fome... tentará se impor. Haverá sacrifícios."

Clara olhou para ele, para a intensidade em seus olhos, para a verdade crua que ele lhe apresentava. Ela sabia que ele não estava mentindo. O amor dele era real, mas também a sua natureza. O preço da eternidade com o Devorador não seria fácil.

"Eu sei", ela disse, sua voz firme. "E eu estou disposta a pagar esse preço. Se for ao seu lado."

Um sorriso genuíno iluminou o rosto de Elias, dissipando as sombras de preocupação. "Você é mais forte do que eu imaginei, minha alma gêmea."

Ele a beijou novamente, desta vez com uma intensidade avassaladora, um beijo que selou não apenas um amor, mas um destino. Clara sentiu seu próprio poder despertar, uma energia que fluía dela para Elias, e dele para ela, fortalecendo o vínculo que os unia. Eles eram dois seres de mundos diferentes, ligados pelo amor e pelo destino, prontos para enfrentar qualquer coisa que a trama celestial lhes reservasse. O sussurro da sedução de Elias era o chamado para um futuro incerto, mas que eles enfrentariam juntos, com a força de um amor que prometia durar pela eternidade. O preço seria alto, mas a recompensa – um amor eterno – era inestimável.

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