O Sussurro das Almas Penadas

Com certeza! Prepare-se para mergulhar de cabeça em "O Sussurro das Almas Penadas". Aqui estão os próximos capítulos, recheados de paixão, mistério e o drama que só o Brasil sabe criar.

por Luna Teixeira

Com certeza! Prepare-se para mergulhar de cabeça em "O Sussurro das Almas Penadas". Aqui estão os próximos capítulos, recheados de paixão, mistério e o drama que só o Brasil sabe criar.

O Sussurro das Almas Penadas Autor: Luna Teixeira

Capítulo 6 — O Beijo Roubado na Meia-Noite Eterna

O ar na biblioteca de Vila Serena parecia ter se adensado, prenunciando a tempestade que se formava nos corações de Clara e a entidade sombria que se autodenominava Elias. A luz fraca do candelabro dançava sobre os rostos, projetando sombras fantasmagóricas que pareciam se contorcer com a própria tensão no ambiente. Clara sentia um arrepio percorrer sua espinha, não de medo, mas de uma excitação proibida que a deixava atônita. A proximidade de Elias, a energia palpável que emanava dele, era uma força gravitacional que a puxava para um abismo de sentimentos desconhecidos.

“Você é perigosa, Clara,” Elias sussurrou, sua voz grave ecoando como um trovão distante no silêncio da noite. Seus olhos, de um azul tão profundo que beirava o negro, fixaram-se nos dela, e Clara sentiu como se estivesse sendo desvendada, cada segredo, cada receio, exposto à sua análise implacável.

“E você… o que é, Elias?”, ela retrucou, a voz um pouco trêmula, mas com uma coragem recém-descoberta que a surpreendeu. “Uma memória? Um fantasma? Um sonho que se recusa a morrer?”

Um sorriso sombrio brincou nos lábios de Elias. “Sou aquilo que você deseja que eu seja, Clara. Sou a sombra que se esconde nos seus pensamentos mais obscuros, o desejo que você reprime com todas as suas forças.” Ele deu um passo à frente, e Clara sentiu o calor do seu corpo, mesmo sem tocá-la. Era como se o próprio ar ao redor dele vibrasse com uma eletricidade sombria.

“Não sei do que você está falando”, mentiu Clara, desviando o olhar para os livros empoeirados, buscando um refúgio que não existia. A cada segundo que passava, sentia-se mais presa na teia que ele tecia ao seu redor.

“Ah, você sabe”, insistiu Elias, agora mais perto, a ponto de Clara poder sentir o hálito frio dele em sua pele. “Você sabe que há algo entre nós, algo que transcende o tempo, o espaço, até mesmo a vida e a morte. Você sente a atração, a saudade de um amor que nunca foi vivido, mas que sempre esteve presente.”

Clara engoliu em seco. As palavras dele a atingiam em cheio, tocando em feridas profundas que ela acreditava terem cicatrizado. A saudade. Era isso que ela sentia? Uma saudade de quê? De um amor? Da vida que poderia ter tido? Ou da vida que Elias, de alguma forma, a fazia sentir que estava perdendo?

“Isso é loucura”, murmurou ela, tentando se afastar, mas a mão de Elias, fria como mármore, pousou delicadamente em seu queixo, forçando-a a encará-lo novamente.

“Loucura é negar o que a alma clama”, disse ele, seus olhos brilhando com uma intensidade que a hipnotizou. A voz dele desceu para um sussurro ainda mais rouco, carregado de uma promessa perigosa. “Deixe-me mostrar a você, Clara. Deixe-me mostrar o que o amor verdadeiro é capaz de fazer, mesmo através dos véus que nos separam.”

E então, contra toda a razão, contra todo o bom senso, Clara sentiu seus lábios se moverem em direção aos dele. Não era um movimento consciente, mas uma rendição inevitável a uma força que a dominava. Elias se inclinou, e seus lábios frios encontraram os dela.

O beijo não foi terno, nem gentil. Foi faminto, desesperado, uma explosão de emoções reprimidas há séculos. Clara sentiu uma corrente elétrica percorrer seu corpo, uma mistura avassaladora de prazer e dor. Era como se estivesse beijando a própria noite, a própria escuridão, e, por um instante aterrador, gostou. A sensação era diferente de tudo que ela já havia experimentado. Havia uma intensidade, uma profundidade que a deixou sem fôlego.

As memórias fragmentadas de Elias, os sussurros da casa, tudo se misturou em um turbilhão na mente de Clara. Ela viu vislumbres de um passado distante, de um amor apaixonado, de uma tragédia que parecia ter congelado o tempo. E naquele beijo, ela sentiu a dor daquele amor perdido, a angústia da separação, e a esperança desesperada de um reencontro.

Quando Elias se afastou, Clara estava ofegante, seus olhos escuros arregalados. A biblioteca parecia ter voltado ao normal, mas nada mais seria o mesmo. A aura de Elias, antes etérea, agora parecia mais sólida, mais real.

“Agora você entende?”, ele perguntou, a voz baixa, mas carregada de uma satisfação sombria.

Clara não conseguia responder. Apenas o encarava, sentindo-se dilacerada entre o medo e um desejo incontrolável. O beijo. Aquele beijo roubado na meia-noite eterna de Vila Serena havia selado algo entre eles, algo que ela não sabia se teria a força para enfrentar. Ela sentia que havia cruzado uma linha, e que o caminho de volta, se é que existia, seria árduo e perigoso. A sombra de Elias agora pairava não apenas sobre a casa, mas sobre sua própria alma.

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