Um Carioca Apaixonado e um Plano Maluco

Capítulo 11

por Letícia Moreira

Ok, meu caro leitor, prepare o coração! A trama de Eduardo e Sofia está prestes a desabrochar, com reviravoltas dignas de um final de novela das nove. Vamos mergulhar de cabeça nas emoções que fervem sob o sol do Rio de Janeiro!

Capítulo 11 — O Beijo Roubado e a Fúria do Destino

O ar da Lapa, naquele fim de tarde, estava carregado de uma eletricidade quase palpável. O som do choro do violino se misturava ao burburinho animado dos botequins, e o cheiro adocicado dos pastéis de nata e da cerveja gelada flutuava na brisa que subia da Baía de Guanabara. Eduardo, com o coração batendo em ritmo acelerado como um surdo em bloco de carnaval, observava Sofia rir de algo que Clara, sua amiga fiel e cúmplice de tantas desventuras, acabara de dizer. O jeito que a luz dourada do pôr do sol pintava os cabelos escuros dela, as curvas suaves do seu sorriso, a vivacidade dos seus olhos castanhos… era um convite irrecusável para o abismo.

Ele sabia que aquilo era loucura. Sabia que o plano, por mais mirabolante que fosse, precisava de discrição, de estratégia. Mas, naquele momento, a razão se curvou à força avassaladora do desejo que o consumia há semanas. Cada encontro furtivo, cada olhar trocado às escondidas, cada toque acidental que arrepiava a espinha, tudo culminava naquele instante. Ele precisava. Precisava sentir os lábios dela nos seus, provar o gosto daquele beijo que ele imaginava tantas vezes.

Clara, percebendo a tensão crescente entre os dois, lançou um olhar cúmplice para Eduardo, um leve aceno de cabeça que dizia: "Vai, você consegue!". A coragem, instilada por anos de vida boêmia e pela ousadia típica de um carioca, tomou conta dele. Num movimento que parecia sair de um filme antigo, ele se aproximou de Sofia, ainda sentada na mureta de pedra que margeava a rua, com a vista deslumbrante do Arcos da Lapa ao fundo.

"Sofia...", ele começou, a voz um pouco rouca, carregada de uma emoção que ele não conseguia mais disfarçar.

Ela se virou para ele, os olhos curiosos e um leve rubor subindo pelas maçãs do rosto. "Eduardo? O que foi?"

Sem hesitar, ele levou as mãos ao rosto dela, sentindo a maciez da pele sob os dedos. O mundo ao redor pareceu emudecer. O som do violino se desfez em um zumbido distante, as vozes se apagaram, restando apenas o eco do próprio coração em seus ouvidos. Ele se inclinou, devagar, permitindo que ela visse a intensidade do seu desejo, a súplica silenciosa em seus olhos.

E então, os lábios deles se encontraram.

Não foi um beijo suave, tímido, daqueles que se anunciam. Foi um beijo faminto, arrebatador, um grito mudo de saudade e paixão reprimida. A sensação era exatamente como ele imaginara, e ainda melhor. Doce, mas com uma pitada de urgência, um misto de desespero e euforia. Sofia, inicialmente surpresa, cedeu. Seus braços se ergueram, envolvendo o pescoço dele, aprofundando o beijo. Era como se todos os planos, todas as precauções, todo o perigo que os cercava tivessem desaparecido. Naquele instante, existiam apenas eles dois, a paixão que os consumia e a magia da Lapa.

O beijo durou o que pareceu uma eternidade, mas na realidade foram apenas alguns segundos preciosos. Quando se separaram, ofegantes, as testas coladas, o ar entre eles ainda vibrava. Os olhos de Sofia estavam arregalados, um misto de espanto, desejo e… medo.

"Eduardo… eu…"

Mas as palavras dela foram interrompidas por uma voz que gelou o sangue de ambos. Uma voz fria, carregada de desprezo e de uma fúria contida que era ainda mais assustadora.

"O que diabos está acontecendo aqui?"

A pergunta ecoou como um tiro no silêncio que se formara ao redor deles. Eduardo e Sofia se viraram bruscamente. Parado a poucos metros, com os punhos cerrados e o olhar faiscante, estava ele. O homem que Eduardo mais temia ver naquele momento, o homem que era a sombra constante sobre a felicidade de Sofia. Rodrigo.

O rosto de Rodrigo era uma máscara de fúria. A mandíbula tensa, os olhos semicerrados fixos em Eduardo, e um desprezo profundo direcionado a Sofia, como se ela tivesse cometido o pior dos crimes. Clara, ao lado deles, empalideceu visivelmente.

"Rodrigo… eu posso explicar", Sofia começou, a voz trêmula.

"Explicar o quê, Sofia? Que você se presta a um espetáculo patético com esse… carioca de botequim?", ele cuspiu as palavras, cada uma delas uma pequena adaga. O olhar dele se voltou para Eduardo, um escrutínio cruel. "Você se acha alguma coisa, não é? Acha que pode se aproximar da minha noiva e fazer… isso?"

Eduardo sentiu o sangue subir à cabeça. A calma que o beijo de Sofia lhe trouxera evaporou instantaneamente, substituída por uma raiva que ele jamais sentira. A ousadia de Rodrigo, a forma como ele falava com Sofia, a possessividade em seu tom, tudo era intolerável.

"Sua noiva?", Eduardo retrucou, a voz soando mais baixa, mas com uma intensidade que fez Rodrigo dar um passo à frente. "Pelo que eu saiba, ela ainda tem o direito de respirar sem a sua permissão, Rodrigo. E de conversar com quem ela quiser."

"Conversar?", Rodrigo soltou uma risada seca, sem humor. "Essa é a desculpa agora? Você acha que eu sou idiota? Eu vi tudo. Aquele beijo vulgar. Você acha que pode vir aqui, na minha cidade, e desrespeitar o que é meu?"

"Nada é seu, Rodrigo. Ela não é sua", Eduardo insistiu, sentindo os músculos das costas se contraírem. Ele se colocou instintivamente à frente de Sofia, protegendo-a com o corpo. "E ela está fazendo o que o coração dela manda."

"O coração dela?", Rodrigo zombou, mas o pânico em seus olhos era perceptível. Ele sabia que estava perdendo o controle, que a situação estava saindo do seu alcance. "Você está delirando. Ela não tem coração para um vagabundo como você. Ela tem um futuro, uma vida… uma vida que você não pode oferecer."

Sofia, entre os dois homens, sentia-se sufocada. A alegria do beijo se transformara em um pesadelo. Ela olhou para Rodrigo, o noivo que a sufocava com suas expectativas e controle, e depois para Eduardo, o homem que despertava nela sentimentos que ela nem sabia que existiam, mas que agora eram ameaçados por aquela briga.

"Chega!", Sofia gritou, a voz embargada pela emoção. "Rodrigo, me solta!"

Ela tentou se afastar, mas Rodrigo agarrou seu braço com força. "Não vou a lugar nenhum com você, Sofia. Você vai voltar para casa agora. E você", ele se virou para Eduardo, um sorriso cruel se formando em seus lábios, "vai se arrepender de ter cruzado o meu caminho. Você não sabe com quem está mexendo."

Eduardo deu um passo à frente, a fúria borbulhando. Clara, percebendo o perigo iminente, segurou o braço de Eduardo com firmeza. "Eduardo, não! Não vale a pena."

Rodrigo arrastou Sofia consigo, que lutava para se soltar, mas a força dele era implacável. Antes de sumirem na multidão, Rodrigo lançou um último olhar de ódio para Eduardo, uma promessa silenciosa de vingança.

Eduardo ficou parado, o corpo tenso, o gosto do beijo de Sofia ainda em seus lábios, agora misturado com o amargor da raiva e da impotência. A noite que começara com uma promessa de romance e ousadia terminara com a ameaça sombria do destino. O plano maluco de Eduardo, que já era arriscado, ganhara um novo e perigoso adversário. E ele sabia, com uma certeza aterradora, que Rodrigo não descansaria até vê-lo destruído. O jogo, que ele pensava estar apenas começando, de repente, se tornou uma guerra.

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