Entre Dois Corações Cariocas

Capítulo 15 — Um Novo Começo Sob o Pão de Açúcar

por Enzo Cavalcante

Capítulo 15 — Um Novo Começo Sob o Pão de Açúcar

O Pão de Açúcar, com sua vista panorâmica da cidade maravilhosa, era um lugar de memórias agridoce para André. Foi ali que tudo começou, o beijo roubado que acendeu a chama de seus sentimentos por Léo. Agora, ele retornava àquele mesmo lugar, não para reviver um momento de paixão inesperada, mas para buscar clareza em meio à tempestade que se abateu sobre seu relacionamento.

Ele não estava ali com Léo. Aquele encontro havia sido decidido por ambos, com a necessidade de espaço e reflexão. André precisava processar a revelação sobre o passado de Léo, a dor que ele havia causado a Mariana, e a incerteza que pairava sobre o futuro deles. Ele sentia o peso da decisão que teria que tomar, uma decisão que poderia ou curar seu coração ou quebrá-lo de vez.

Enquanto subia no bondinho, sentindo o coração bater forte, André pensava em Léo. Em seus olhos cheios de arrependimento e amor, em seu sorriso que o desarmava, em sua paixão que o fazia se sentir vivo. Ele amava Léo. Amava-o com uma intensidade que o assustava e o encantava ao mesmo tempo. Mas como poderia ignorar a dor que Léo causara a Mariana, uma amiga que ele tanto prezava?

Ao chegar ao topo, André encontrou Mariana sentada em um dos bancos, observando a cidade cintilante. Ela estava diferente. Havia uma serenidade em seu olhar que não existia antes, um resquício de dor, mas também uma força recém-descoberta.

“Mariana”, André chamou, sua voz um pouco trêmula.

Mariana se virou, um leve sorriso nos lábios. “André. Que bom que você veio.”

Eles se sentaram lado a lado, em silêncio por alguns instantes, absorvendo a vista espetacular. A cidade parecia ter uma beleza própria, indiferente aos dramas humanos que se desenrolavam em suas entranhas.

“Eu… eu queria conversar com você, Mariana”, André começou, sua voz embargada. “Sobre o Léo. Sobre tudo.”

Mariana suspirou, seus olhos fixos no horizonte. “Eu sei. Ele veio falar comigo ontem.”

André sentiu um misto de alívio e apreensão. “E… como foi?”

“Foi difícil, André”, Mariana admitiu, a voz firme, mas carregada de emoção. “Eu ainda sinto muita raiva. Muita dor. Ele me abandonou, ele destruiu a vida do meu irmão. Mas… ele estava arrependido. De verdade. E ele prometeu que vai me ajudar a reconstruir tudo. E ele vai se desculpar com meu irmão.”

André sentiu um alívio percorrer seu corpo. A possibilidade de perdão, de redenção, existia. “E você… você vai aceitar a ajuda dele?”

Mariana ponderou por um momento. “Eu não sei se vou conseguir perdoar completamente um dia, André. A dor é muito grande. Mas eu não posso deixar que o ódio me consuma. Eu preciso seguir em frente. E ele… ele é meu amigo de infância. Por mais que ele tenha me machucado, parte de mim ainda se importa com ele.”

André assentiu, entendendo a complexidade da situação. A amizade deles com Léo havia sido abalada, mas não destruída. Ele admirava a força de Mariana em buscar um caminho, mesmo que doloroso.

“E você, André?”, Mariana perguntou, virando-se para ele com um olhar penetrante. “O que você vai fazer?”

André respirou fundo, sentindo a brisa do mar beijar seu rosto. Ele pensou em Léo, em seus olhos, em seu amor. Ele pensou na dor que havia causado a Mariana, mas também na redenção que ambos buscavam. “Eu amo o Léo, Mariana. Eu amo ele mais do que imaginei ser possível. E eu acredito nele. Eu acredito que ele pode mudar, que ele pode se tornar a pessoa que eu vi nele desde o início.”

Mariana sorriu, um sorriso genuíno e acolhedor. “Eu sabia que você sentia isso. E eu… eu não vou me meter. A decisão é sua. Mas eu espero que você seja feliz, André. E eu espero que ele te faça feliz.”

André sentiu um nó na garganta. A aprovação de Mariana era um peso a menos em seus ombros. Ele sabia que o caminho seria difícil, que haveria cicatrizes, mas a possibilidade de um recomeço, de um amor forte o suficiente para superar as adversidades, era real.

Naquele momento, enquanto o sol começava a se pôr, pintando o céu de tons vibrantes, André sentiu uma esperança renovada. Ele sabia que precisava falar com Léo. Precisava dizer a ele que estava disposto a tentar, a construir um futuro juntos, mesmo com as sombras do passado.

Ele desceu do Pão de Açúcar com um novo ânimo. Pegou seu celular e discou o número de Léo.

“Léo? Sou eu. André.”

Ouviu a respiração ofegante do outro lado da linha. “André? O que você decidiu?”

“Eu decidi que quero tentar”, André disse, a voz firme e cheia de emoção. “Quero tentar com você. Quero construir um futuro. Mas você precisa prometer que vai encarar seu passado de frente. Que vai consertar as coisas com a Mariana e com o seu irmão. E que vai me dar a chance de confiar em você completamente.”

Houve um silêncio do outro lado da linha, seguido por um suspiro profundo, carregado de alívio e gratidão. “Eu prometo, André. Eu prometo tudo. Eu te amo.”

“Eu também te amo, Léo”, André respondeu, um sorriso radiante no rosto. “Onde você está?”

“Na praia. Perto do Arpoador.”

“Estou indo te encontrar. A gente precisa conversar.”

Enquanto caminhava em direção ao Arpoador, sentindo a areia morna sob os pés e a brisa noturna que começava a soprar, André sentia que um novo capítulo de sua vida estava prestes a começar. A tempestade havia passado, e um novo amanhecer, promissor e cheio de amor, despontava no horizonte.

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