O Preço da Lealdade

Claro, aqui estão os capítulos 16 a 20 de "O Preço da Lealdade", escritos em um estilo de drama de novela brasileira:

por Rodrigo Azevedo

Claro, aqui estão os capítulos 16 a 20 de "O Preço da Lealdade", escritos em um estilo de drama de novela brasileira:

Capítulo 16 — A Confissão Ardente

O ar na cobertura de Alessandro parecia mais denso, carregado de palavras não ditas e de um silêncio que gritava. Helena, com os olhos marejados, mas com uma força incomum emanando dela, encarava o homem que, até então, ela acreditava conhecer. A confissão de Alessandro, crua e sem rodeios, sobre o seu passado nas sombras, sobre os pactos firmados e o sangue nas mãos, era um soco no estômago. Não era o homem que ela amava que falava, mas uma figura sombria, moldada pela necessidade e pela sobrevivência em um mundo brutal.

“Eu… eu não entendo, Alessandro”, a voz dela tremia, mas mantinha uma firmeza que o surpreendeu. “Como você pôde me esconder isso? Como pôde me deixar amar… essa versão de você?”

Alessandro sentiu o peso de cada palavra dela como um golpe. Ele se aproximou, as mãos estendidas como se pudesse tocar a dor que emanava dela, mas hesitou. Ele sabia que não merecia o toque dela agora. “Helena, eu… eu queria te proteger. De tudo. Do que eu sou, do que eu faço. Achei que te afastando desse mundo, eu estaria te dando uma chance de ter uma vida… limpa.”

“Limpa?” Ela riu, um som amargo que ecoou pelo luxuoso salão. “Alessandro, minha vida sempre esteve ligada à sua, de uma forma ou de outra. E agora… agora eu sinto que a única coisa limpa em mim é a minha ignorância. Mas isso não me protege mais. Isso me machuca.”

Ele fechou os olhos por um instante, a imagem do rosto dela desmoronando era insuportável. “Eu sei que o que eu fiz foi errado. Mentir para você foi o pior erro da minha vida. Mas eu não podia te arriscar. Quando eu te conheci, tudo mudou. Você se tornou o meu motivo para querer ser melhor. Para querer sair disso.”

“Sair disso? E o que exatamente é 'isso', Alessandro? O que você faz? Para quem você trabalha?” A voz dela subiu de tom, a angústia se misturando à raiva. “Você fala de proteger, mas quem te protege? Quem te mandou fazer aquilo com o Matheus?”

O nome de Matheus pairou no ar como um fantasma. Alessandro recuou um passo, a culpa o atingindo com força renovada. “O Matheus… ele ia acabar te machucando, Helena. Ele estava se aproximando demais, e eu não podia deixar isso acontecer. Ele era uma ameaça.”

“Uma ameaça? Ele é meu amigo, Alessandro! Você o ameaçou, você o perseguiu… e agora me diz que fez isso para me proteger? Essa é a sua lógica?” Ela o acusava com os olhos, lágrimas finalmente rolando livremente por seu rosto. “Eu te amo, Alessandro. Amo essa versão de você que eu conheci, a que me faz rir, a que me faz sentir segura. Mas o homem que você está descrevendo agora… eu não o conheço. E tenho medo dele.”

“Não tenha medo de mim, Helena. Tenha medo por mim. E tenha medo pelo que pode acontecer se você não entender.” A voz dele se tornou mais grave, um tom de urgência que a fez se calar. “Esse mundo do qual eu tento te afastar, ele não me deixa em paz. E agora, por você ter se tornado a luz na minha vida, você se tornou um alvo. Alguém quer me atingir, e a única forma de fazer isso é através de você.”

Ela o olhava com uma mistura de desconfiança e compaixão. Ele parecia genuinamente atormentado, e a ideia de ele estar em perigo, de ela estar em perigo, apertou seu peito. “Um alvo? Por quê? Por causa do seu passado? Por causa de quem você é?”

Alessandro assentiu lentamente. “Por causa do que eu represento para certas pessoas. E por causa do que eu tenho, do que eu construí. Há gente que não aceita que eu esteja tentando mudar, que eu queira uma vida diferente. Eles veem isso como fraqueza.” Ele respirou fundo. “O que eu fiz com o Matheus… foi um aviso. Para ele se afastar. Para ele não se envolver mais com você. Mas agora… agora eu temo que o aviso não tenha sido suficiente.”

Um calafrio percorreu a espinha de Helena. A ameaça, antes distante e abstrata, agora ganhava contornos reais e assustadores. Ela se aproximou dele, a raiva dando lugar a uma preocupação avassaladora. “Quem? Quem está te ameaçando, Alessandro?”

Ele a segurou pelos braços, o toque dele agora firme, mas gentil. “Não se preocupe com isso. Eu vou cuidar de tudo. Eu sempre cuidei. Mas eu preciso que você confie em mim, Helena. Que você entenda que minhas ações, mesmo as mais sombrias, foram motivadas pelo desejo de te manter segura. E agora, mais do que nunca, eu preciso que você confie em mim.”

As lágrimas ainda molhavam o rosto de Helena, mas em seus olhos havia uma faísca de algo novo: a compreensão, a compaixão, e uma aceitação relutante da complexidade do homem que ela amava. “Eu… eu não sei se consigo entender tudo, Alessandro. Mas eu vejo a dor em seus olhos. Eu sinto que você não está mentindo sobre o perigo. E eu… eu não quero que nada de ruim aconteça com você. Ou comigo.”

Ele a puxou para perto, o abraço dela apertado contra seu peito. Ele podia sentir o tremor dela, a incerteza, mas também a força que ela possuía. “Eu também não quero, meu amor. Nunca. E é por isso que eu te amo tanto. Você é a minha redenção, Helena. E eu lutarei com unhas e dentes para te manter segura.”

O beijo que se seguiu foi carregado de desespero e esperança. Era um beijo que selava a confissão, que reafirmava o amor, mas que também anunciava o perigo iminente. Eles estavam juntos, mas o peso do passado de Alessandro pairava sobre eles, ameaçando engoli-los.

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